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Bem VindoHistóriaBeatriz Costa

A Menina da Franja, Embaixadora dos Saloios!

A nossa Homenagem à Actriz

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Beatriz Costa

A Menina da Franja, Embaixadora dos Saloios

Porque a famosa Beatriz Costa nasceu na Charneca e porque gostava muito de Parrameiros, a Pastelaria Batalha pretendeu recordá-la e homenageá-la no seu logótipo.

Recordando a inesquecível franja negra, usada por ela mais tarde e até ao fim dos seus dias, franja esta descoberta no meio do tradicional lenço saloio, cujo padrão, característico da região, é também usado em toda a imagem da marca Pastelaria Batalha.

Esta homenagem torna-se ainda mais vincada quando, na assinatura da marca Pastelaria Batalha se refere aMais Famosa das Saloias”, como era conhecida a actriz.

Filmografia

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1926 - O Diabo em Lisboa, realização de Rino Lupo

1928 - Fátima Milagrosa, realização de Rino Lupo

1930 - Lisboa, Crónica Anedótica, realização de Leitão de Barros

1931 - A Minha Noite de Núpcias, realização de Alberto Cavalcanti na versão        portuguesa de Her Wedding Night, da Paramount, o primeiro fonofilme        português realizado em França

1933 - A Canção de Lisboa, realização de Cotinelli Telmo

1936 - O Trevo de Quatro Folhas, realização de Chianca de Garcia

1939 - Aldeia da Roupa Branca, realização de Chianca de Garcia

Destes filmes só restam dois, os outros terão desaparecido em incêndios:

A Canção de Lisboa, onde Beatriz Costa contracenou com António Silva e Vasco Santana (o cachet foi de 5000 escudos pagos “aos soluços”)

e Aldeia da Roupa Branca, com muitas cenas realizadas na região saloia, onde previamente trouxe autores e técnicos para conhecerem a “alma saloia” e a terra onde nasceu.

Notas Biográficas

Típica aldeia saloia, construída no terreno ao lado do estúdio

Aldeia da Roupa Branca

Filme de Chianca de Garcia estreado a 2 de Janeiro de 1939

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A primeira “volta de manivela” do filme Aldeia da Roupa Branca, a 13 de Junho de 1938, na Feira das Cerejas realizada em louvor de Santo António, no largo do mesmo nome, na Venda do Pinheiro, foi considerada de bom augúrio, porque nesse dia 13 “impressionaram”, casualmente, 13 metros de película.


Beatriz Costa nasceu na então Charneca do Milharado e foi batizada na Igreja matriz da freguesia, tendo por madrinha Nª senhora da Conceição. O templo terá sido erigido em 1495, fazendo-a afirmar orgulhosamente que a “sua” Igreja tinha mais 5 anos que o Brasil.

Artisticamente mudou o nome “Conceição” para “Costa” por gratidão à grande atriz do seu tempo Laura Costa, que a apoiou nos seus inícios.


Estreou-se em 1923 no Éden Teatro em “Chá e Torradas” e terminou a sua carreia em 1960 com a revista “Está bonita a Brincadeira”.


Fez várias temporadas no Brasil de onde enviou em 1950 para a sua terra natal cerca de 100 contos para que fosse construída uma escola primária. Quem geriu essa verba em seu nome foi o amigo Túlio Pereira, famoso acordeonista e ciclista.

Esse lado solidário levou-a a ajudar diversas instituições como a Obra do Padre Américo, as Aldeias SOS, a Enfermaria do Carvalhido no Porto e os Bombeiros Voluntários de Mafra.

A Charneca do Milharado, segundo Beatriz Costa representa a sua “infância”, onde nasceu a 14 de Dezembro de 1907 e a Venda do Pinheiro, onde teve um “casal” com animais e o seu cão Boby e é simbolicamente a terra da sua “maturidade”.


Foi amiga de muitos artistas e personalidades famosas como Gago Coutinho, que considerava um pai espiritual. Entre outros conviveu com Fernando Pessoa, Aquilino Ribeiro. Almada Negreiros, Abel Manta, Ferreira de Castro, António Botto, Ramada Curto e Stuart Carvalhais.


Muitos homens se apaixonaram perdidamente por esta divertida e culta mulher da franja, mas só se casou uma vez. Foi com o arménio Edmundo Gregorian, um homem muito culto, com quem foi em lua-de-mel dar a volta ao mundo. Edmundo apresentou-a à pintora Vieira da Silva e frequentaram muitas tertúlias literárias em Roma e Paris.


Durante anos teve na Malveira um Cine-Teatro com o seu nome e presidiu à inauguração em Mafra do Auditório Beatriz Costa.


Perto do Parque Mayer, onde aconteceram a maior parte dos seus êxitos teatrais, teve a última residência, no Hotel Tivoli, onde morou cerca de 40 anos, até à manhã de 15 de Abril de 1996.

Tudo o que guardava no quarto 600 foi oferecido à Junta de Freguesia da Malveira e pode ser visto atualmente no MUSEU POPULAR BEATRIZ COSTA na Casa de Cultura da Malveira, onde se encontram exemplares das pedras que pintava, com uma franja e uns traços a servirem de olhos e boca e que serviam de presentes para os amigos e admiradores.


Após o 25 de Abril foi jurada na RTP do concurso de criatividade “A Visita da Cornélia” onde dizia, com palavras de estímulo a todos os concorrentes: “Dou-te 5 pontos, porque não te posso dar mais”.


O teatro esgota-se no ato da criação, mas graças a canções gravadas em disco e ao cinema, o público do nosso tempo pode ficar com uma ideia do seu talento.


Esta “Mulher sem Fronteiras”, título de um dos vários livros que escreveu e editou, e que foram extraordinários sucessos de venda, repousa no Cemitério da Malveira em local e com as pedras sepulcrais que ela própria escolheu, tendo à cabeceira “Rosas de Santa Teresinha” as flores da sua predileção.


Teatro de Revista

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1923 - Chá e Torradas

1925 - Ditosa Pátria, onde usou

        pela primeira vez a franja que

        se tornou a sua “imagem de marca”

1927 - Sete e Meio

1929 - Pó de Maio

1937 - Há festa na Mouraria

1938 - Sempre em Pé

1939 - É Real

1960 - Tá Bonita a Brincadeira

por Nunes Forte

Datas e Factos

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1907 - Na Charneca do Milharado, a 14 de Dezembro, nasce Beatriz da Conceição que mais tarde adota o nome artistico de Beatriz Costa, vindo-se a tornar um ícone da cultura popular portuguesa.

1934 - Em 24 de Setembro é inaugurado o Cine-Teatro Beatriz Costa, na Malveira.

1950 - Contribuiu para a construção da escola primária da Charneca do Milharado, sua terra natal.

1993 - Em 6 de Janeiro é inaugurado o Auditório Beatriz Costa, em Mafra, uma pequena homenagem à “saloia” mais famosa do concelho. No mesmo ano, por iniciativa de um grupo de jovens locais e com a ajuda da Junta de Freguesia da Malveira, surgiu o Museu Popular Beatriz Costa, inaugurado pela atriz no dia 10 de Agosto. Foi vontade de Beatriz Costa que muitos dos objetos de que se fazia rodear no seu quarto, no Hotel Tivoli, em Lisboa, fossem doados ao povo da Malveira.

1996 - Beatriz Costa morre na manhã de 15 de Abril, aos 88 anos, no seu quarto do hotel Tivoli, em Lisboa.

2004 - Em 16 de Janeiro, com a inauguração da Casa de Cultura da Malveira, a 16 de Janeiro de 2004, este espólio, foi submetido a um processo de reabilitação museológica e transferido para esse espaço de feição cultural, mais condigno para albergar os objetos que pertenceram a Beatriz Costa. Assim, dentro desse espírito, foi conferida uma nova dinâmica à presente exposição ilustrativa, sob o título Beatriz Costa: A Diva Saloia.

2007 - A 9 de novembro, iniciaram-se as comemorações do primeiro centenário do nascimento de Beatriz Costa, com a inauguração de uma exposição inédita de fotografias e caricaturas da atriz no Museu Municipal Raul de Almeida, em Mafra, concelho de onde era natural.

A exposição «Beatriz Costa no primeiro centenário do seu nascimento: fotografias e caricaturas do Museu Nacional do Teatro» reuniu uma coleção de meia centena de fotografias que ajudavam a traçar a cronologia da vida daquela que foi uma das precursoras do cinema português.

Obrigado Beatriz

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